sexta-feira, 6 de novembro de 2009

8°lugar no III° Concurso POESIARTE



- 8°lugar no III° Concurso POESIARTE.
- Nome: Alexandro Feitosa Silva (Alex Feitosa).
- Natural de Cabo Frio-RJ.
- Data de nascimento: 29/08/1986 .
- Cidade em que representa: Cabo Frio-RJ.
- Atividades: Poeta. Membro da Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências de Arraial do Cabo-RJ. Membro do GRUPO PROCESSO DE POESIA. Membro dos POETAS DEL MUNDO.




- 8°lugar com poema:

As 17 faces de Brigitte Bardot

I

Aqui nos traços de Búzios vim parar
Com a beleza da terra de frente pro mar.
Nos olhos desse horizonte vejo minha imensidade
Essa terra de prazer de amor e muita saudade...

II

Oh! Meu Deus... Tende a me perdoar
Trago cabelos loiros e amor
Dentre beleza sol e calor
Aos seres desse habitar...

III

No céu vejo as nuvens me cobrirem
Dentro do ventre do paraíso.
Nessa península a minha vida começou a sorrir,
Foi aqui que saudades ficaram em sorriso...

IV

Nessa vida de adrenalina
Aqui vim ser curada.
Essa terra me fascina
E com os sonhos daqui, fui para “St. Tropez” sendo muito bem amada...

V

Em Búzios ela se sentou e deu um oi
Para a sua terra querida ela se foi,
Sendo simples meiga e objetiva
Brigitte Bardot deixou aqui uma marca viva...

VI

Em luzes de flashes a minha vida sorria
Durante a noite e durante o dia.
Em Búzios vim viver sonhos de outrora
Vendo o brilho das estrelas em noite afora...

VII

Com os traços da beleza sublime
Ela veio entregar-se ao vento
E que Deus sempre te ilumine
Com amor adquirido pelo conhecimento....

VIII

Cabelos balançando-os com a brisa do mar
Na fotografia preta e branca
Encantando todos que aqui vieram se encantar
Com distintos amores, que aqui vieram amar...

IX

Em águas claras cristalinas
Avista-se o fundo do mar.
Na terra pode-se ver ouro...
Em Búzios vê-se a Brigitte Bardot o verdadeiro tesouro...

X

Na aldeia tem os índios.
Do céu desceu a chuva
No fundo do mar encontram-se os peixes
E na Orla Bardot a linda Brigitte Bardot...

XI

Será lembrada eternamente
No passado ou no presente
Mesmo estando lá na França.
Aqui em Búzios concedeu o nascer da esperança...

XII

Com seu lindo encanto
A Búzios veio encantar
Com o sorriso em pranto
Essa terra ela veio abraçar...

XIII

Ali na frente tem a estátua dos pescadores
De redes de pescas e de muitos amores.
Aqui na Orla ela fica a beira-mar vendo às espumas
Com encanto da natureza olhando as brumas no mar...

XIV

Com traços de doçuras
Caminhava nas noites escuras
De alma e amor no peito
Vim para o local perfeito...

XV

No Ceará tem a estatua do “Padim Ciço”,
Em São Paulo tem a rainha do mar “Yemanjá”,
No Rio de Janeiro tem o “Cristo Redentor”
Em Armação dos Búzios tem a famosa estátua da “Brigitte Bardot”.

XVI

Aqui mesmo Brigitte Bardot
Viveu a época mais linda e querida
De toda a sua vida
Desde o momento de sua chegada
Até o começo de sua partida...

XVII

Diante do constante brilho da lua
Armação dos Búzios assim ficou famosa
Por receber aqui um lindo monumento.
Brigitte Bardot sempre formosa...

*Alex Feitosa - Cabo Frio-RJ.

*Pseudônimo: Dande.


sábado, 3 de outubro de 2009

7°lugar no III° Concurso POESIARTE



- 7°lugar no III° Concurso POESIARTE.
- Nome: Diogo da Silva Cordeiro.
- Natural de Cabo Frio-RJ.
- Data de nascimento: 15/09/1988.
- Cidade em que representa: Cabo Frio-RJ.
- Atividades: Poeta.



*Imagem encontrada no Google.

- 7°lugar com poema:

O SEQUESTRO DA AURORA

(O POETA):

Caro amigo astrônomo
Tu que não és o leigo
Do espaço oculto.
Por onde anda o fenômeno brioso e meigo?
Aquele que lumiu as manhãs
Clariou a madrugada
Das horas temporãs
E ainda castigou as horas de trevas da noite!

Diga-me casto amigo para onde sorverá
O céu quando for de alvorecer
E então enegrecer?O que acontecerá
Se ao invés de luzir
Desluzir!
Cadê a pequena nódoa
Rosicler que resplandecia
O imenso e incauto negrume
Que paira sobre o firmamento
E que em outrora lumia e hoje já não lume.
E agora!
Quem antecederá
O sol e anunciará o dia
Se sequestaram a aurora?

(O ASTRONOMO):

Inelante nobre amigo poeta
Por que o espanto?
E por que ao invés
De perguntar tanto
Não faz uma pergunta por vez?

O constante brilho doirado
Que não vê ainda
Pelo horizonte infinito
Continuará com a mesma graça infinda.

O céu não declinará
Irá permanecer rufloso
Cheio de opalas em chamas
Expandindo o luminoso,
E o sol poente
Espelhar-se-á
Na vibrante água silênte
Do mar!
A aurora não foi sequestrada
Apenas fecundou-se nas várias
Faces traslúcidas das luminárias!

*Diogo Cordeiro – Cabo Frio-RJ.

*Pseudônimo: Zin.


sexta-feira, 21 de agosto de 2009

6°lugar no III° Concurso POESIARTE




- 6°lugar no III° Concurso POESIARTE.
- Nome: Daniela da Silva Lopes Barbosa .
- Natural de Cabo Frio-RJ.
- Cidade em que representa: Cabo Frio-RJ.
- Atividades: Poeta e Membro Correspondente da Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências de Arraial do Cabo-RJ.




- 6°lugar com poema:

Solidão

Loucuras usuais levam-me ao desespero
por não poder enlouquecer em crises autênticas.
Minha loucura é desnudar o cúmplice piano
sob o coro de nonas sinfonias beethoveanas.

Danço por entre as sombras de uma noite insaciável.
Entre frestas e cortinas, seu sêmen prateado a macular meu véu.
Seus olhos grandes de lua a musicar meu solo desafinado
arrebatam-me as teclas inquietas possuindo-me a clave em sol.

Em meu canto, retorcidas, as notas se agitam violentamente
num frenesi de cordas eróticas a excitar-lhe o mogno frio.
Rompendo o hímen de um casto silêncio em desejo latente
que geme surdo ao morrer em sede
de devorar minha vil carne escarlate.

Solidão...nas noites de abandono quase orgânico.
Derramo tacas de sinfonias alucinógenas
em delírios que macham minha alma de insanidades,
declarando imprudentes inverdades
à meia-lua, à meia-luz do teu olhar manso e distante.

Torturas que invadem minha estéril madrugada
disfarçando-se em ausência mórbida de um certo você
cantando em seda e prosa, versado em deleite e poesia,
descobrindo pianos, janelas, estrofes e lençóis.


*Daniela da Silva Lopes Barbosa - Cabo Frio-RJ.
*Pseudônimo: Luna.

sábado, 15 de agosto de 2009

5°lugar no III° Concurso POESIARTE



- 5°lugar no III° Concurso POESIARTE.
- Nome: Maria Apparecida S. Coquemala.

- Natural de Itararé-SP.
- Cidade em que representa: Itararé-SP.

- Atividades: Poeta e escritora.






- 5°lugar com poema:

Busco a luz...

Escarpado é o caminho até o alto da montanha.
Busco o Absoluto, a Infinitude, a Verdade...
Busco o Amor perfeito, busco a Divindade
Que não encontro nos templos, livros sagrados...

Que vislumbro na flor desabrochando,
Ou no brilho das estrelas nas trevas da noite...
Num sorriso, num olhar, numa frase solta...
Até no silêncio que mais que a palavra pode me dizer tudo.

Busco a luz na plenitude...
Escarpado é o caminho até o alto da montanha...
Busco a Verdade na Filosofia, a Ciência
Que para mim têm um quê de revelação divina
De modo tal que não posso separá-las...

Se alguém do passado pode estar em mim,
Que seja Sócrates na busca do Saber...

Admiro a inteligência, a bondade me comove...
Amo o talento musical, o literário, o pictórico...
Dalí me apaixona...Rosa me encanta...
A Sonata ao Luar me remete ao mais puro amor...

Nem sempre atendo ao que a minha alma pede...
Vivo entre seres sociais, há que respeitar suas leis,
Mesmo que por vezes anti-naturais e desmedidas.
Sou eu e minha circunstância como disse Ortega...

Caminho para o alto da montanha...
Busco a luz na plenitude...


*Maria Apparecida S. Coquemala - Itararé-SP.
*Pseudônimo: Peregrina.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

4°lugar no III° Concurso POESIARTE



- 4°lugar no III° Concurso POESIARTE.
- Nome: Geraldo Trombin.

- Natural de Americana-SP.
- Cidade em que representa: Americana-SP.

- Atividades: Publicitário e poeta .



- 4°lugar com poema:



Liquidifica-dor

Meus sentimentos, tormentos todos
Aqui, a seco, sem um pingo d'água:
Amor, ódio, felicidade e mágoa.

Ingredientes à flor do coração:
Saudade, admiração, decepção;
Aceitação, rejeição, que confusão!

Afetos, desafetos,
Gosto e desgosto.
Posto e oposto.
Tudo batendo,misturando,
Dentro desse agitado peito,
A esmo, a torto e a direito.

O que restou neste velho liquidifica-dor?
Eu triturado, moído, liquefeito, liquidado.

Está disposta a engolir, mas de bom grado,
Sobras indigestas do meu sumo avassalador?


*Geraldo Trombin - Americana-SP
*Pseudônimo: .../tillge/...

sexta-feira, 31 de julho de 2009

3°lugar no III° Concurso POESIARTE



- 3°lugar no III° Concurso POESIARTE.
- Nome: Rosário Bernardo .

- Natural de Cristais-MG.
- Cidade em que representa: Belo Horizonte-MG.

- Atividades: Poeta.






- 3°lugar com poema:

Um ato de comunicação

Pero Vaz caminha com sua carta
e reza à Cristo crucificado
estando o poeta na última hora de sua vida.
Sêmen est verbum dei.
Loquatur sermenem meun vere.
Salva Padre Vieira!
Que seja mais simples,
menos rebuscada e mais espontânea.
Aproveite-se o tempo, antes que faça
o estrago de roubar ao corpo a força,
e ao semblante a graça!
Nossa essência reside na liberdade
criadora e individual:
Intuições
sonhos
sentimentos
emoções
fantasias...Eu.
O coração como centro do universo;
o triunfo do sentimento sobre a razão.
Tupã, oh deus grande!
Não te ria de mim, meu anjo lindo,
por ti - as noites eu velei chorando
por ti - nos sonhos morrerei sorrindo!
Levantai-vos, heróis do novo mundo...
O Ermitão da Glória
em Sonhos d'ouro com Iracema
para que mostrem a sua Inocência
Evolução positivista determinada
a realidade é necessária,
assim como a ciência
da sociedade e do homem.
O Cortiço, que A mão e a luva amassará.
Estão abandonadas as técnicas românticas:
Hoje, seguem de novo na partida.
Nem o pranto os olhos umedece
nem comove a dor da despedida.
Cores, sons, perfumes, quero mais...
Quero o símbolo entre o homem e o mundo,
sonho, profundo, o sonho doloroso,
doloroso e profundo sentimento
aos leves fluidos do luar nevoento
sobre as estrelas rútilas e frias.
Os olhos observam os problemas brasileiros:
Os sertões
Cidades mortas
até mesmo O triste fim de Policarpo Quaresma
e, a um poeta original
ser miserável dentre os miseráveis.
A Semana de Arte Moderna
ilumina novos movimentos,
Macunaíma se machuca,
O Primeiro caderno
do aluno do poesia Oswald de Andrade
cai no chão e suja.
Vou-me embora pra Pasárgada;
antes, porém, passarei no Brás, Bexiga e Barra Funda.
Pedirei a São Bernardo proteção
e em Fogo morto seguirei
às Terras do sem fim
a procura de tal Continente.
Não serei o poeta de um mundo caduco
também não cantarei o mundo futuro.
O tempo é a minha matéria,
o tempo presente
os homens presentes,
a vida presente
num Romanceiro da Inconfidência.
Trago a doença dos que aceitam melancolicamente
e posso dizer que o grande afeto que te deixo
não traz o exaspero das lágrimas
nem a fascinação das promessas
nem as misteriosas palavras do véus da alma...
São tendências que vem depois,
estas histórias na minha estória.
Ai de ti, Copacabana te cuide!
A nova geração ataca.
Agora que é abril, e o mar se ausenta
secando-se em si mesmo como um porto;
aceita um conselho:
Beba Coca-cola
e passo a ser o Severino
que em vossa presença emigra.
Farei teatro por todo o Brasil.
Serei O pagador de promessas
bem como Jesus homem
que jamais se extinguirá!
Então, poderemos ir bem longe
até que a imaginação nos permita.


*Bernardo Santos - Cristais – MG.
*Pseudônimo: Tião Mestre.


domingo, 26 de julho de 2009

2°lugar no III° Concurso POESIARTE

- 2°lugar no III° Concurso POESIARTE.
- Nome: Laérson Quaresma de Moraes .

- Natural de Campinas-SP.
- Cidade em que representa: Campinas-SP.

- Atividades: Poeta.


- 2°lugar com poema:



A LIBERTAÇÃO DOS ESCRAVOS



Liberdade! Liberdade!

Era a notícia espalhada

Nos campos, ruas, calçadas,

Numa tremenda euforia;

Gente chorando, sorrindo,

Bênçãos aos céus mil pedindo

Já que a notícia corria!


Negro João, preto velho,

Acorda com tantos gritos,

Já ficando muito aflito...

Coça a cabeça nevada

E abrindo bem devagar

Os olhos foi “espreitar”

Toda a bagunça danada...


Eis que a porta da senzala

Se faz aberta num triz:

Negro Zé, moço feliz

– Com todo o viço da idade –,

Que abraça o avô “Nego Jão”,

Brada com tanta emoção:

“ – Liberdade! Liberdade!”


E pula, gira, gritando

Com mais força do que outrora,

O lindo romper da aurora...

Negro João, no seu canto,

Vendo que o sonho é real,

Sente que pode, afinal,

Sorrir em forma de pranto...


Então chora longo tempo

(Tanto que o neto calou)

As mágoas que represou...

Quanta emoção na senzala...

E olhando as mãos calejadas

No duro afã das enxadas,

Abraça o Zé. Depois fala,

Já tendo as mãos sobre o peito:

“ Cumu isperei esse dia,

Cumu esse peitu ardia

Di réiva, dó, di turmentu,

Também di munta isperança

– Desdi us tempus di criança –,

Fincados nu pensamentu!...


Tristi a travessa dus mar...

Bem mais marvada qui tudu;

Nóis qué gritá... Ficô mudu

Cum us chicoti nus lombus...

U friu cortava a genti;

Chorus, bateção di denti...

Só tristeza, só assombru...


Fiu, tanto fedô, correnti,

I nóis ali, muntuadu,

Pió qui porcu, qui gadu...

Niguém pá dá pruteção...

Mortus jugados nus mar...

Niguém pá nus confurtá...

Di nada diantô oração!...

Chegano, fumus vindidus

Di iscravus prus fazenderos

(Lidas di roças, terreros,

Nus cafezá dus Barão)...


Sinzala, mió qui naviu,

Qui lú da África partiu,

Sangrano mir Curação!...


Aqui abraçemos Jisus!

Na luita tivemus paiz

(Barão, tamém capataiz,

São cristão, têm caridade).


Nóis tem nossus sintimentus,

Dão lida, tétu, alimentus,

Partis da filicidade!


Seu vô mora na sinzala,

Ondi viví a vida intera

Com sua vó, doci i facera!

Um dia ocê vai entendê...


Eu pidu pra vancê, agora,

qui num sai, num vai imbora

pruque pódi arrependê!...


Seus vô casô na fazenda!

Fius, netus i muntos fiotis

Vinhéru i niguém deu “bótis”,

Nus bondosus dus Sinhôs!

Tem iscola, casas novas,

Arrendamentu, qui prova:

“Cum Jisus tem munto amô!”

Só ocê sábi dessa históra

(Qui Orixás, Jisus sabia),

Pela era só di aligria...

Zé – qui Jisus mi dexô!

Agora canti, di novu,

Juntu, Zé, sempri a seu povu,

Qui vai discansá seu vô”...

Feliz morreu “Nego Jão”.

Isabel fez seu papel,

Lei que não mudou em mel

Ódios, racismos. Verdade...

Negro Zé partiu dali...

“ – Pur lá nada é mió qui aqui;

É sonhu a tar L I B E R D A D E...”


* Laérson Quaresma de Moraes-Campinas-SP.

*Pseudônimo: Vitório da Desilusão.